
Sou cartunista e quadrinista (descobri isso bem tarde na vida). Comecei a publicar em Recife, em 1990, na imprensa alternativa e com colaborações esporádicas nos jornais do Commercio e Folha de Pernambuco. A partir de 1992, já em São Paulo, passei a ocupar espaços com ilustrações e tiras em publicações semanais e revistas, como o Jornal da USP, O Butantã, Página Central e a Revista E (Sesc).
Em 2014, a tira “Bobo da Corte” estreou nos jornais A Cidade (Ribeirão Preto) e Tribuna Impressa (Araraquara). A série também marcou presença no tabloide O Tiraço e foi publicada periodicamente na revista Ponto (Sesi). Além disso, o personagem tem longa trajetória na educação, ilustrando há anos livros didáticos de editoras como Moderna e Saraiva.
Após publicar minhas coletâneas de tiras, lancei em 2015 minha primeira graphic novel (ou romance gráfico), Odor Vazio. Depois dela vieram outras, como O Caderno Rosa de Maria Clara, Deep, Doces Bárbaros e Justine.
Em 2017, fui finalista no Troféu HQ Mix com o livro Sai de mim, mimimi (Sesi-SP Editora) nas categorias Publicação de Humor e Publicação de Tira. No mesmo ano, participei do livro e da exposição em comemoração aos 40 anos de carreira do quadrinista Marcatti.
Para quem gosta de design, vai mais informação: em 2019, a graphic novel Justine foi selecionada na 13ª Bienal de Design Gráfico ADG e levou bronze no IDA (International Design Award).
Veio a pandemia e publiquei o primeiro gibi do Bobo da Corte com as tiras que desenhei nesse período; por isso, a edição ganhou o nome de Onde já se vírus?. Apesar de todos os desafios do mundo, continuo a produzir de forma independente as tiras do Bobo da Corte, porque ainda me divirto com isso.